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Registrando FATOS na história

Formar um vasto império, como o romano não é tarefa fácil e exige, além de inteligência e articulação, um forte e preciso exército, capaz de fazer investidas cruciais. Escudos, espadas, lanças e punhais faziam parte da rotina de treinamento dos soldados e eram utilizados com muita força nas batalhas contra inimigos.

Foto: Reprodução/Internet

Os patrícios comandavam o exército romano durante a Monarquia e parte da República. Participavam do exército preferencialmente os camponeses, que eram obrigados a se alistar. As longas campanhas militares deixavam os camponeses durante muito tempo longe de suas terras e de suas mulheres e filhos, que ficavam responsáveis pelo cultivo da terra.

Não era vantajoso para os camponeses servirem ao exército, pois, apesar das conquistas militares, eles não recebiam pagamento devido e as terras conquistadas ficavam sob o comando da elite romana, essa situação gerava conflitos constantes dentro da sociedade romana. Podemos entender um pouco melhor a situação desses militares na citação a seguir:

“Os animais da Itália possuem cada um sua toca, seu abrigo, seu refúgio. No entanto, os homens que combatem e morrem pela Itália estão à mercê do ar e da luz e nada mais: sem lar, sem casa, erram com suas mulheres e crianças. Os generais mentem aos soldados quando, na hora do combate, os exortam a defender contra o inimigo suas tumbas e seus lugares de culto, pois nenhum destes romanos possui nem altar de família, nem sepultura de ancestral. É para o luxo e enriquecimento de outrem que combatem e morrem tais pretensos senhores do mundo, que não possuem sequer um torrão de terra.” – PLUTARCO, Tibério Graco, IC, 4.

As legiões eram o sustentáculo fundamental da força militar romana. Cada uma delas era constituída por seiscentos homens, sendo formada por cavaleiros romanos e soldados de algum outro povo aliado, que agora poderiam participar das batalhas.

Foto: Reprodução/internet

Com o tempo, as vitórias nas gurras e conquistas foram dando poder e prestígio aos militares e ao mesmo tempo ficando insustentável para os camponeses continuarem lutando sem ganhar nada em troca. Diante desse cenário, o general romano Mário, eleito cônsul pela primeira vez em 107 a.C. instituiu o pagamento de salário aos soldados, o que levou à profissionalização do exército romano e, gradativamente, a melhora na qualidade de vida dos mesmos.

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